Estoque de aço ainda continua alto

 

Diário do Comércio – MG, 22/4/09


Rede de distribuição, que negociou 3,7 mi/t em 2008, deverá sofrer queda de cerca de 15% neste ano.

A redução do IPI para o segmento automotivo ainda não foi suficiente para reaquecer a produção do parque siderúrgico do país

O volume de produção e vendas de aço deve se igualar ao consumo real da commodity a partir do segundo semestre, conforme estimativa do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda). Mesmo com a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) sobre veículos até junho, os estoques deverão estar normalizados só a partir de julho.

De acordo com o presidente do Inda, Carlos Loureiro, que está à frente da entidade desde o início do mês, o primeiro trimestre foi direcionado para os ajustes de estoques. "O nível de estoques é menor, mas ainda está alto em relação ao nosso volume de vendas. Ainda teremos os meses de abril e maio para mais ajustes", avaliou.

Loureiro informou que a rede de distribuição de aço encerrou março com cerca de 3,2 meses de estoque, ainda acima do nível normal, de 2,6 meses. "Acredito que em julho eles estarão em patamares adequados", explicou Loureiro, lembrando que, em dezembro, os estoques chegaram a 6,2 meses.

Apesar do início da melhoria do consumo de aço no Brasil, que ainda deve ter outras proporções após a total normalização de estoques, não será suficiente para manter a distribuição de aço no mesmo ritmo de 2008.

O setor, que comercializou 3,7 milhões de toneladas no ano passado, deverá sofrer queda de cerca de 15% neste ano, segundo projeções preliminares do Inda. "No primeiro trimestre deveremos fechar com queda bem maior, de cerca de 25%, mas esperamos mais estabilidade no segundo semestre", afirmou.

Segundo o presidente do Inda, o ajuste é mais lento em alguns setores que produzem bens intermediários e na indústria mecânica, ao mesmo tempo em que está muito adiantado no setor de material de transporte, que inclui a indústria automobilística.

DIVULGAÇÃO

Segundo a Inda, mesmo com a redução do IPI sobre veículos, os estoques de aço deverão estar normalizados somente a partir de julho

Recuperação - Ele observa que os estoques de alguns produtos já estão normalizados, como os de aços laminados a frio e zincado, enquanto os de chapa grossa e laminados a quente continuam excessivos.

O analista de mineração e siderurgia da SLW Corretora, Pedro Galdi, informou que a produção de aço ainda é bem menor do que ano passado, mas já dá sinais de recuperação na comparação mês a mês deste ano.

A produção nacional de aço bruto registrou queda de 42,1% no primeiro trimestre de 2009, em relação ao mesmo período do ano passado. Entre janeiro e março foram produzidos 5 milhões de toneladas, conforme informações do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS).

Apesar disso, o resultado foi positivo em março na comparação com fevereiro. A produção de aço bruto aumentou 4,67%. No mês passado, a produção registrada foi de 1,731 milhão de toneladas, contra 1,653 milhão de toneladas no período imediatamente anterior.

ALINE LUZ

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CSN negocia desconto para minério de ferro

 

Valor Econômico - SP - 23/04/2009

Goldman Sachs diz que a redução provisória seria de 30% para a produção de Casa de Pedra

Vera Saavedra Durão, do Rio
23/04/2009

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está dando um desconto provisório de 30% sobre a tonelada do minério de Casa de Pedra vendido à seus clientes com contratos de fornecimento no longo prazo. A informação partiu do banco Goldman Sachs, em relatório que circulou esta semana para investidores. A CSN foi procurada mas não foi possível o contato.

A empresa está seguindo os passos das grandes mineradoras, como a Vale do Rio Doce e Rio Tinto, que para garantir mercado para seu minério estão se antecipando ao resultado das complexas negociações de preços de 2009. Elas estão reduzindo o custo para as usinas em 20% sobre o valor considerado de referência para o minério e que foi acordado em 2008.

O banco americano mantém sua projeção de queda de 30% para o preço da tonelada do minério em 2009. Segundo o raciocínio do Goldman, se este percentual for aprovado nas negociações entre mineradoras e siderúrgicas, a Vale e a australiana Rio Tinto vão ter de arcar com um reembolso de um adicional de 10% para seus clientes sobre o produto com embarque programado a partir de 1º de abril, data para a entrada em vigor do novo preço do minério.

Ontem, a WSA (World Steel Association, antiga IISI) divulgou dados de produção de aço de março e do primeiro trimestre de 2009. Os números não são animadores . O levantamento dá poucos sinais de recuperação no curto prazo, a exceção da China e do Oriente Médio.

Em março, o total de aço produzido somou 91,7 milhões de toneladas, ou 23,5% abaixo do mesmo mês de 2008. A China sozinha respondeu por 45,1 milhões de toneladas de aço no mês passado. No acumulado do primeiro trimestre, a produção foi de 263,7 milhões de toneladas, recuando 22,8% ante o mesmo trimestre de 2008. Na comparação com fevereiro de 2009 houve um crescimento de 8%, que ajustado pela diferença de dias úteis no período cai para menos 2%.

No período pesquisado pela WSA, a produção chinesa mostrou estabilidade ante 2008, enquanto a do Oriente Médio cresceu 5,4% em março e 0,3%, no trimestre. A situação do resto do mundo permanece preocupante. Na Europa, a produção de aço declinou 45,3% ante março de 2008 e 43,8% ante o primeiro trimestre do ano passado. Na América do Norte, a queda foi maior: de 52,4% ante março e 52,1% na comparação com o trimestre.

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Produção mundial de aço cai 22,8% no 1º trimestre

 

 Exame – SP, 21/4/09

A produção mundial de aço bruto caiu 22,8 por cento nos três primeiros meses do ano, para 264 milhões de toneladas, com a recessão global atingindo a demanda e forçando cortes nas operações das siderúrgicas, de acordo com a Associação Mundial de Aço, cujos integrantes respondem por 85 por cento da oferta global.

Em março a produção de aço no mundo caiu 23,5 por cento ante o mesmo período do ano passado, para 92 milhões de toneladas, segundo a associação.

O volume de março indica uma produção de 2,96 milhões de toneladas por dia, ante 3 milhões registrados em fevereiro.

A China, no entanto, registrou aumento de 1,4 por cento no primeiro trimestre do ano, enquanto a produção nos outros importantes países produtores segue em queda.

A profunda desaceleração da economia mundial está golpeando o consumo de aço por importantes setores, como o automobilístico e o de construção.

Além de reduzir a produção, as siderúrgicas estão cortando trabalhadores e revendo planos de investimentos.

Em março a produção na União Europeia caiu 45,3 por cento, afetada pelos recuos na Alemanha (49,8 por cento) e Itália (42,7 por cento).

Nos Estados Unidos, a produção caiu 52 por cento tanto em março como no primeiro trimestre.

(Por Humeyra Pamuk)

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Para Link, o pior já passou para o setor siderúrgico

 

Portal EXAME, 22/4/09

Demanda no Brasil deve crescer a partir de abril; produção de aço na China e no Oriente Médio cresce em março




A produção de aço continua apresentando fortes declínios anuais, mas na comparação mensal já sinaliza certa melhora em alguns países. A estagnação se manteve presente na maior parte do globo, mas China e Oriente Médio trouxeram um crescimento na produção, sinalizando que o pior pode ter ficado para trás.

Conforme ressaltou a Link Investimentos, a produção chinesa cresceu 11,6% no último mês e atingiu uma estabilidade em relação ao ano anterior. A Cisa (China Iron & Steel Association), porém, ainda aposta em baixa de 8% na produção em 2009, o que, segundo a corretora, é uma estimativa muito pessimista.

O ritmo do setor siderúrgico chinês já voltou aos níveis usuais observados antes das Olimpíadas. "Boa notícia par ao mercado de minério de ferro, já que o gigante setor siderúrgico chinês parece estar se recuperando da crise", explicou.

No Brasil, um cenário menos nebuloso é esperado, com o primeiro trimestre marcando o pior período da crise para as empresas nacionais, na visão da equipe. A volta do crescimento da demanda é esperada a partir de abril, em especial com a manutenção e criação de medidas para estimular o consumo de automóveis, motos e linha branca.

Por ora, os efeitos da crise ainda estão se fazendo sentir por aqui e a Link recomenda que os investidores se mantenham fora do setor siderúrgico brasileiro como um todo. Para a Vale, contudo, a recomendação é de compra, pois há a perspectiva de que os três primeiros meses do ano não tenham sido tão ruins quanto o último trimestre de 2008.

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A guerra da mineração

 

Adaptado de Isto É Dinheiro, 09/4/9

Enquanto Eike Batista tenta vender minas de ferro para grupos chineses, seus adversários se movimentam para barrá-lo, em nome do interesse nacional

Faça as contas. A cada ano, o Brasil exporta US$ 16 bilhões em minério de ferro. É o carro-chefe da balança comercial brasileira, que tem como principal cliente a China. E o maior comprador do Brasil está tentando obrigar a Vale, líder global em exportações, a reduzir em 40% o preço do produto. Numa matemática simples, o Brasil perderia US$ 6,4 bilhões se os chineses vencessem a queda-de-braço. Ao mesmo tempo, grupos asiáticos, em especial a Chinalco, estão avaliando a compra de uma mineradora criada pelo empresário eike Batista.
A mmX, que pertence ao homem mais rico do Brasil, dono de um patrimônio já superior a r$ 25 bilhões, está sendo oferecida a empresas do outro lado do mundo. este movimento de eike deflagrou uma guerra surda em torno da mineração, que pode até trazer de volta a discussão sobre o caráter estratégico do subsolo. empenhado em vender seus ativos, eike falou com exclusividade à dinheiro. "estou vendendo um Fusca, algo que não é estratégico para o país", disse ele.
Mas não é assim que pensam seus concorrentes. A Vale é contra a operação, muito embora não se manifeste oficialmente sobre o tema. o instituto Brasileiro de mineração, por sua vez, é incisivo. "se isso acontecer, vai vilipendiar a nossa competitividade", diz o presidente da entidade, Paulo Camilo Penna. "estamos falando de ativos estratégicos do ponto de vista comercial." o mal-estar transborda as fronteiras da mineração. nas últimas três reuniões do instituto Brasileiro de siderurgia, o presidente Flávio Azevedo mencionou a questão de forma pouco amistosa.
O temor é de que, tendo acesso ao minério brasileiro de boa qualidade, os chineses comecem a subsidiar sua própria siderurgia e passem a tomar espaço do Brasil no mercado externo. Até mesmo a Federação das indústrias de são paulo acompanha a movimentação. "A China não é uma economia de mercado e, por vezes, adota práticas desleais de comércio", diz o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "mas se eles vierem aqui para investir serão bem-vindos."

Para ler a matéria na íntegra, clique AQUI

 

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