Site do Inda traz mais uma novidade

 

Assessoria de Comunicação Inda, 13/3/09

A crescente visibilidade do Inda levou o departamento de comunicação do Instituto a criar mais uma seção em sua página na internet, o “Inda na Mídia”. Neste novo item, os associados podem acompanhar todas as entrevistas, reportagens e matérias nas quais o Inda é citado como fonte. Com transparência e agilidade, o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço coloca o associado por dentro de tudo o que acontece no mercado da distribuição.
Acesse www.inda.org.br e confira mais esse recurso.

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Distribuidor de aço prevê a retomada das encomendas

 

Ipesi, 10/3/2009

A previsão feita pelos distribuidores de aço, que acreditam na retomada nas encomendas a partir de abril, quando os estoques devem atingir níveis mais baixos, é um sinal animador para a siderurgia brasileira.
De acordo com o Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), os estoques estão diminuindo nas empresas de distribuição, sinal de que a demanda vai voltar, mesmo que mais fraca do que no início do ano passado.
A previsão da entidade é que os estoques caiam de 930 mil t em dezembro para 700 mil t em março.

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Aço e eletrônicos ainda esperam novos pedidos

 

Portos e Navios, 10/3/09

As vendas da rede distribuidora de aços planos continuaram a cair em fevereiro. Dados preliminares do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (INDA) indicam que, no mês passado, as vendas das empresas ligadas à entidade ficaram entre 190 mil e 200 mil toneladas, com queda em relação a janeiro, quando o volume comercializado atingiu 220 mil toneladas. Na comparação com fevereiro de 2008, mês em que o setor vendeu 306 mil toneladas, a queda foi ainda maior, entre 34% e 38%.

Christiano Freire, presidente do INDA, prevê que, em março, as vendas das empresas ligadas à entidade situem-se entre 240 mil e 250 mil toneladas, cerca de 25% abaixo das 335 mil toneladas do mesmo mês do ano anterior. "O mercado externo está muito fraco e isso tira o humor do investimento." Freire disse que o volume de vendas do segundo trimestre poderá até cair para 230 mil toneladas por mês caso o governo decida não prorrogar a redução do IPI para automóveis.

Para a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), fevereiro não foi um grande mês. Segundo pesquisa com os filiados da entidade, 74% dos entrevistados disseram que as encomendas em fevereiro deste ano foram menores do que no mesmo mês do ano passado. Na comparação com janeiro deste ano, 51% relataram pedidos menores. "O resultado do primeiro bimestre me deixou mais pessimista em relação a 2009 do que eu estava no fim do ano passado", diz o presidente da Abinee, Humberto Barbato, que passou a projetar expansão de 4% no faturamento neste ano - no fim de 2008, eram 7%.

Na fabricante pernambucana de computadores Elcoma as encomendas ficaram estáveis no primeiro bimestre de 2009, com mil máquinas por mês. Com operações iniciadas em outubro de 2008, a Elcoma previa vender 2,5 mil máquinas por mês entre janeiro e fevereiro. "Não tínhamos a noção real da crise", afirma Júlio Gil Simões Freire, diretor-geral da Elcoma. O ritmo de encomendas do início de março, contudo, indica que neste mês as vendas vão superar 2 mil unidades, relata Simões.

Na Tecno Plating, especializada no tratamento superficial de peças (como cobertura de zinco), fevereiro foi um mês difícil. "Apenas 60% dos objetivos foram alcançados", disse o sócio e diretor-comercial, Edward Borgo, que também registrou queda na demanda em dezembro e janeiro. Em março, no entanto, as coisas melhoraram. "Houve aquecimento nesses primeiros dias", contou o empresário.

O empresário Antonio Rubens Camilotti, presidente do conselho da Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci), conta que, em fevereiro, as vendas ficaram dentro das expectativas, mas lembrou que o primeiro trimestre costuma ser o pior do ano para alguns segmentos "Ainda não dá para medir a crise", explicou. (Colaborou Sergio Lamucci, de São Paulo)(Fonte: Valor Econômico)

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Usiminas vai adiar construção de nova usina

 

Valor Econômico - SP, 10/03/2009

A Usiminas, que na semana passada anunciou a paralisação de mais um, o terceiro, dos seus cinco altos-fornos, vai atrasar também a execução do seu mais importante projeto, a construção de uma nova usina, com capacidade inicial para 2,5 milhões de toneladas de aço bruto (primeira fase). Embora a empresa ainda não tenha assumido publicamente, a entrada em operação da unidade, que será construída em Santana do Paraíso (MG), nas proximidades da usina de Ipatinga, só deve entrar em operação em 2012 e não mais em 2011, como estava previsto anteriormente.

Em resposta a um pedido de informação do Valor, a empresa disse que "está analisando alterações na especificação dos equipamentos e no cronograma de implantação, além da simplificação do 'layout' da nova planta". A empresa informou ainda que a execução do projeto está mantida, mas que, "devido à retração da demanda no consumo de aço verificada a partir do último trimestre de 2008, aos atuais movimentos do mercado e à nova realidade internacional" ela informou aos seus fornecedores que "está reavaliando os prazos de negociações comerciais" para a construção da usina. A empresa não quis revelar detalhes de prazos.

Para as empresas de tecnologia em equipamentos siderúrgicos sediadas no Brasil, a mudança significa que não haverá encomendas dos componentes da usina ainda este ano, conforme lhes vem sinalizando a siderúrgica. Este mercado, formado em grande parte por empresas com matrizes na Europa, recebeu a informação com um misto de pesar e alívio.

Pesar porque era uma das poucas perspectivas de encomendas que o setor tinha para este ano, em termos de obra de grande porte. E alívio porque a marcha das negociações estava indicando que a Usiminas iria adquirir todos os equipamentos mais importantes, como alto-forno, coqueria e outros, na China. Com o adiamento das contratações, os fornecedores ganharam tempo e esperam chegar ao final do ano em condições de superar as propostas dos chineses.

No começo de novembro do ano passado, a Usiminas, já preocupada com a queda da demanda mundial por aço, chegou a sondar o mercado interno sobre a possibilidade de assinar contratos, garantindo as encomendas e dando uma folga de seis meses para o início das obras, desde que houvesse vantagens nos preços. Foi a primeira forma que a empresa encontrou para dizer que o orçamento inicial teria que ser revisto.

A usina de Santana do Paraíso foi projetada a um custo de US$ 5,7 bilhões para sua versão acabada, com capacidade de produzir 5 milhões de toneladas de aço por ano. Pelo cronograma inicial, a primeira etapa, de 2,5 milhões de toneladas, entraria em operação em 2011, e a segunda, idêntica, em 2012. No início de janeiro, a empresa informou a Valor que a segunda parte do projeto seria adiada por dois anos, para 2014.

Em entrevista ao jornal na semana passada sobre a paralisação do alto-forno nº 1 da usina de Cubatão (SP), o presidente da Usiminas, Marco Antonio Castello Branco, justificou a medida dizendo que não via entrada de pedidos de consumidores em quantidade suficiente para manter a operação e também que não via "sinais consistentes" de aumento da demanda no segundo trimestre deste ano.

Com a paralisação do alto-forno, prevista para hoje, a Usiminas reduz em 50% sua capacidade instalada de produção de aço bruto, de 9,5 milhões de toneladas por ano, operando com cerca de 4 milhões de toneladas de produtos finais. Com a parada das duas unidades de Ipatinga, já vinha operando no ritmo de 60% a 70%.

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Bolívia barra comércio na fronteira com o Brasil

 

DCI, 9/3/09

A partir de hoje o Comitê Cívico de Puerto Suárez, na Bolívia, convoca a população local a impedir o comércio nos pontos alfandegários da estrada por onde passam mercadorias destinadas ao Brasil e à capital do departamento, Santa Cruz.

A convocação foi feita pelo presidente do comitê, José Santander, para exigir "o início imediato do projeto siderúrgico de Mutún, explorado pela mineradora indiana Jindal Steel, segundo informou na edição de ontem o jornal La Prensa.

De acordo com Santander, os cidadãos não permitirão a saída de voos do aeroporto de Puerto Suárez e de trens, e bloquearão o comércio nos pontos alfandegários. Os cidadãos pedem ao governo de Evo Morales que comece a executar imediatamente o projeto siderúrgico de Mutún que está instalado perto da fronteira com o Mato Grosso do Sul, na colina de El Mutún, que, de acordo com o Governo, possui reservas de ferro e de outros minerais em um total de 40 bilhões de toneladas. A Jindal prometeu investir US$ 2,1 bilhões no desenvolvimento dessa mina, mas, durante vários meses, enfrentou problemas com as terras, o que impediu a empresa de trabalhar.

Os líderes cívicos de Puerto Suárez denunciaram também que, para a realização do projeto, o governo desapropriou mais de cinco mil hectares de 17 fazendas, pelos quais, até agora não indenizou os donos, que deram ao Executivo um prazo de dez dias para quitar a dívida.

Em resposta, o ministro de Mineração, Luis Alberto Echazú, disse que deseja explicar aos dirigentes cívicos as causas do atraso, que atribuiu a problemas com uma das empresas desapropriadas, porque "é um pagamento em conjunto".

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Sem o plano do governo, construção para

 

Correio Braziliense, 9/3/09

Empresários do setor de habitação dizem que, se o projeto de construir 1 milhão de moradias não sair, vai estagnar ou ter queda este ano. Vendas já caíram em janeiro
Mariana Flores Vânia Cristino e Karla Mendes

O setor produtivo aguarda com ansiedade o anúncio oficial do projeto do governo federal que prevê a construção de 1 milhão de casas populares até o próximo ano. Após o baque inicial da crise econômica, que derrubou a demanda, o programa do governo é visto como a única saída para evitar uma retração no setor neste ano. E como a desaceleração atingiu a economia real depois de um ano de forte crescimento, as empresas já estavam preparadas para vendas ainda maiores. De acordo com os empresários, não será problema cumprir o programa habitacional.

“O setor investiu muito para atender a demanda de 2008, então temos condição de atender. Se o programa for implantado podemos crescer até 5% em 2009, mas, se não andar, vamos estagnar ou podemos até ter queda”, afirma o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção (Abramat), Melvyn Fox. Em janeiro, os fabricantes de materiais sentiram a restrição ao crédito e a insegurança do consumidor. Venderam 15,72% a menos que no mesmo mês de 2008.

Adalberto Valadão, presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi -DF) e vice-presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção Civil (CBIC), também assegura que o parque industrial brasileiro tem plenas condições de construir 1 milhão de casas em dois anos, ao contrário das empreiteiras envolvidas na expansão de rodovias, que estão tendo problemas para cumprir o cronograma do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “O setor de construção pesada enfrenta problemas, pois depende primeiro de compra de equipamentos. Não tem como investir de uma hora para outra. Para a construção de residências, focada principalmente na baixa renda, não tem nenhum empecilho. Primeiro porque não temos dependência de nenhum equipamento sofisticado, tudo é feito no Brasil. E segundo porque temos mão-de-obra suficiente”, garante.

Para a CBIC, a viabilidade do pacote habitacional está diretamente relacionada com a diminuição dos entraves burocráticos na aprovação de loteamentos e projetos, além da garantia de que os recursos necessários estarão assegurados. “São esses os gargalos”, diz o vice-presidente da entidade, José Carlos Martins. “Para atender o governo nesse pacote emergencial temos que investir e, para que isso aconteça, precisamos de um horizonte claro de desenvolvimento do programa”, pondera. O Sindicato da Habitação no Distrito Federal (Secovi-DF) informa que não há nenhuma reclamação do cronograma e que as empresas do setor estão muito animadas com o pacote da habitação.

O cimento, principal matéria-prima da construção, não vai faltar. Depois de crescer 15% no ano passado, as vendas sofreram queda de 1,7% em janeiro. “Tivemos um bom ano em 2008, reativamos fábricas e nos preparamos para crescer 8% em 2009, mas após o início da crise vimos que não vamos conseguir. Se mantivermos o nível de consumo com o projeto (do governo) já será uma vitória”, afirma o vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic), José Otávio Carvalho.

De acordo com entidades que representam os trabalhadores do setor, mão-de-obra não será problema. O número de engenheiros, arquitetos e tecnólogos da área disponíveis neste ano é de 706,9 mil profissionais, 58% a mais que em 2004. “Profissionais para essa demanda nós temos”, garante o presidente do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), Marcos Túlio de Melo.

A mão-de-obra menos qualificada também possui um contingente ocioso que pode ser aproveitado, de acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores na Indústria da Construção Civil (Conticom), Waldemar Pires de Oliveira. Atualmente, segundo dados da entidade, existem 2,2 milhões de brasileiros ocupados no setor. “Temos um excesso de desempregados e esta é uma mão de obra que pode ser preparada rapidamente porque não exige muita técnica”, diz.
Se mantivermos o nível de consumo com o projeto do governo já será uma vitória
José Otávio Carvalho, vice-presidente executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento (Snic)

EFEITOS POSITIVOS

A construção de 1 milhão de casas populares até 2010 geraria

Investimentos - R$ 39,5 bilhões
Acréscimo no Produto Interno Bruto (PIB) do setor em 2009 - 8,2%
Incremento no PIB brasileiro este ano - 0,7 ponto percentual
Geração de empregos - 300 mil por ano
Acréscimo na massa salarial em circulação no país - R$ 4,3 bilhões
Fonte: Estudo da Associação Brasileira da Indústria de Material de Construção (Abramat) e Fundação Getúlio Vargas (FGV).

 


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