Site do Inda ganha novo layout

 

Assessoria de Comunicação, 12/2/09

Além do novo design, site está mais informativo e traz ferramentas que facilitam a navegação

O endereço eletrônico do Inda continua o mesmo, mas o site do Instituto está com novo layout. Mais moderno, o site reúne todas as informações do anterior e traz novidades como cotação do dólar e do euro, seção de busca por notícias setoriais e link de acesso direto ao Relatório IC (restrito aos associados).
A página do Inda está com navegação mais fácil e com conteúdo mais informativo, com atualização diária de notícias, publicação do informativo semanal, boletins especiais, artigos e entrevistas, além de banners de acesso rápido às seções mais procuradas, como o relatório setorial e in-data, dentre outros. Quem ainda não recebe a newsletter do Inda pode se cadastrar no site e manter-se informado sobre o mercado da distribuição de aços.
Com o novo site, desenvolvido pela agência de comunicação +3Marketing, o Inda pretende aumentar sua visibilidade e aprimorar o canal de comunicação com seus associados.

Clique aqui e confira as novidades

voltar ao topo

 

Distribuição de aço fecha 2008 em alta

 

Jornal Indústria e Comércio, 11/2/09

Apesar da retração por conta da crise financeira que nasceu nos Estados Unidos e, aos poucos, tomou os mercados globais, o setor da distribuição do aço fechou 2008 com alta de 12,2% nas vendas. No entanto, em novembro, a queda nas vendas foi de 22,1% e o resultado negativo chegou a 34,4% em dezembro.

A baixa demanda demonstrada no fechamento de 2008 deve continuar ditando os negócios no primeiro trimestre de 2009, embora a previsão seja de que o primeiro trimestre do ano será melhor que o último de 2008.

"Nossa perspectiva é que os preços atinjam novos patamares, após os ajustes de caixa com o aumento das vendas e a conseqüente redução dos estoques nos últimos meses", avalia Christiano da Cunha Freire, presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores do Aço (INDA) e do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos (SINDISIDER).

As maiores retrações do mercado foram registradas por bobinas a frio e a quente, com queda nas vendas em dezembro de 47,1% e de 39,7%, respectivamente. A menor queda foi sentida pelo mercado de chapa grossa, cujas vendas caíram 0,4%. A chapa zincada apresentou queda de 28,6% no mesmo mês.

A demanda de aço ao longo do ano no setor de Máquinas e Equipamentos foi um dos principais fatores responsáveis pelo resultado positivo de 2008. As empresas do setor comercializaram 735.864 toneladas no ano passado, volume que representa aumento de 23,2% sobre o total registrado em 2007.

Esses resultados são seguidos pelo setor Automobilístico, que fechou 2008 com crescimento de 21,5% (269.931 toneladas); Utilidades Domésticas, com alta de 14,9% (239.919 toneladas); Construção Civil, com crescimento de 13,6% (313.941 toneladas) e Agrícola/Rodoviário, com expansão na demanda por aço de 9,4% (317.497 toneladas).

voltar ao topo

 

Importação de aço está na mira do governo

 

DCI, 10/2/09

O governo brasileiro irá monitorar as importações de aço para verificar se está ocorrendo concorrência desleal, afirmou, ontem, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge. Se comprovado, o País poderá adotar medidas antidumping. .O setor siderúrgico brasileiro tem criticado a entrada de aço de países asiáticos no Brasil. Segundo empresas do setor, esses países estariam cobrando valores excessivamente baixos.

A preocupação com a entrada de aço importado vem de encontro com um momento em que a demanda despencou em todo o mundo. De acordo com o Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), a queda das vendas em novembro foi de 22,1% e em dezembro chegou a 34,4%.

Por outro lado, o setor de distribuição fechou 2008 com crescimento de 12,2%. A expectativa para o primeiro trimestre de 2009, é que o setor verifique um quadro de melhora em relação ao último do ano passado.

"Nossa perspectiva é que os preços atinjam novos patamares, após os ajustes de caixa com o aumento das vendas e a consequente redução dos estoques nos últimos meses", diz Christiano da Cunha Freire, presidente do Inda.

Em dezembro, os estoques do setor fecharam com um volume de 934,6 mil toneladas, o que representa um total de 2,1% maior do que novembro. No comparativo com 2007, o estoque é 10,4% maior. A expectativa da entidade é que no mês de março o nível de estoque alcance os mesmos patamares de 2008.

Fernanda Guimarães

voltar ao topo


Importação de aço deverá cair 50%, afirmam distribuidores

 

DCI, 12/2/09

As incertezas do mercado devem fazer com que as importações de aço caiam pela metade em 2009, de acordo com projeções do Instituto Nacional dos Distribuidores do Aço (Inda). A queda deve ocorrer antes mesmo de o governo começar a monitorar as importações do produto para verificar a existência de dumping, conforme anunciado nesta semana.

"Alguns produtos do mercado externo podem estar competitivos, mas o problema está na falta de carta de crédito, a falta de segurança do valor do dólar e não saber qual será o custo da importação", afirma o presidente do Inda, Christiano da Cunha Freire, lembrando que os pedidos de aço devem ser realizados quatro meses antes da data de entrega.

O presidente do Inda lembra que a tendência é que mais compras sejam realizadas no mercado interno. "Assim não há a necessidade de se programar com antecedência e temos crédito direto com a usina. A sistemática é muito mais simples", afirmou o executivo. Em 2008, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), o Brasil importou 2,65 milhões de toneladas de aço, um valor 62% mais elevado do que o registrado em 2007. Para o economista da Tendências Consultoria, Alexandre Gallotti, o novo patamar cambial ajudou a anular os preços mais baixos do aço no mercado internacional. "Isso até mesmo trouxe a possibilidade de as siderúrgicas nacionais manterem o preço interno", afirmou Gallotti.

A dificuldade para se importar deverá ser, ainda, mais um fator que poderá ajudar na retomada da produção das siderúrgicas, que já começaram a apresentar sinais de melhora, principalmente puxadas pela construção civil, incentivada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pela indústria automobilística, que verificou em janeiro crescimento de produção de mais de 99% em relação à fraca base do mês de dezembro.

Retomada

De acordo com projeção do Inda, as vendas de aço em janeiro superaram em 44% as de dezembro, demonstrando os primeiros sinais de recuperação. "O mercado tinha a expectativa do primeiro trimestre ser totalmente desaquecido, mas não é isso o que está ocorrendo. Há negócios e cotações todos os dias", afirmou o presidente da entidade.

Segundo ele, a estimativa é que a média diária de fevereiro seja a mesma da de janeiro, sendo que o mercado deverá apresentar melhora significativa a partir do segundo trimestre e, alcançar números próximos das vendas obtidas em 2008, no último trimestre do ano. Com isso, a projeção do Inda é que o resultado de 2009 seja 5% inferior ao do ano passado.

As projeções da Tendências Consultoria também aguardam sinais de melhora no segundo trimestre do ano, período em que os números do setor siderúrgico devem marcar os mesmos obtidos no final de 2007 e início de 2008. "A recuperação do setor automotivo será de extrema importância, já que o volume é muito relevante para as vendas internas", afirmou Alexandre Gallotti.

Segundo o analista Pedro Galdi, da SLW Consultoria, a notícia de que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) adiou em um mês a manutenção de seu alto-forno é um sinal de recuperação do mercado. Segundo ele, com o atraso da parada para manutenção, a CSN poderia aproveitar a melhora do mercado sem suspender parte da produção.

Na contramão, o vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo de Mello Lopes, afirmou que as "informações preliminares [do desempenho da indústria em janeiro] mostram que devem se manter como em dezembro. Não sentimos no decorrer do mês essa melhora apontada pelo setor da distribuição e automotivo. Esperamos, entretanto, face à informação desses segmentos, que haja melhora em fevereiro".

As incertezas quanto ao câmbio e ao ritmo da produção nacional devem derrubar as importações de aço pela metade em 2009, segundo projeções do Instituto Nacional dos Distribuidores do Aço (Inda). A queda deve ocorrer antes mesmo de o governo começar a monitorar as importações do produto sob suspeita de dumping. "Alguns produtos do mercado externo podem estar competitivos, mas o problema está na falta de carta de crédito, na falta de segurança do valor do dólar e em não saber qual será o custo da importação", afirma o presidente do Inda, Christiano da Cunha Freire, lembrando que os pedidos de aço são feitos quatro meses antes da data de entrega. Ele afirma que mais compras devem ser realizadas no mercado interno. Segundo analistas, a notícia de que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) adiou em um mês a manutenção de seu alto-forno já é um sinal de recuperação do mercado. Em 2008, o Brasil importou cerca de 62% mais aço do que em 2007.

voltar ao topo

 

Exportação de aço brasileiro não será afetada, diz instituto

 

Folha de S. Paulo, 9/2/09

O IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia) avalia que a exportação de aço do Brasil para os EUA não deve ser afetada com o pacote bilionário de ajuda a economia americana. "As informações indicam que não há nenhuma medida de bloqueio das importações, mas algumas regras para compra de aço dentro do mercado americano com recursos do pacote", disse Marco Polo de Mello Lopes, vice-presidente do instituto.
Segundo ele, a posição do governo e do Congresso norte-americano é legítima e busca incentivar a produção local. Como o Brasil exporta basicamente aço semi-acabado, o parque siderúrgico dos Estados Unidos tende, avalia Lopes, a continuar comprando para reprocessá-lo. "As indicações que temos são as de que a medida não deve afetar o Brasil."
A primeira avaliação da cláusula "Compre América" era a de que isso significaria restrições a aquisição de aço produzido fora do território americano. A regra teria sido flexibilizada por uma emenda aprovada no Senado a partir da qual ficavam livres da suposta restrição países com os quais dos EUA possuem acordos comerciais, como México, Canadá e nações da União Europeia.
O IBS havia informado que avaliaria o texto final do pacote e, se necessário, proporia ao governo brasileiro queixa contra os EUA na OMC (Organização Mundial do Comércio). O Brasil exporta cerca de US$ 1 bilhão em aço para os Estados Unidos, a maior parte produtos semi-acabados. Os Estados Unidos são hoje o primeiro cliente externo brasileiro.

voltar ao topo

 

Papéis de siderúrgicas perdem fôlego, e Bolsa cai 1,5%

 

Folha de S. Paulo, 10/2/09

Investidor aguarda socorro a bancos e pacote nos EUA


Após a escalada da semana passada, quando subiu 8,79%, a Bovespa esfriou ontem. As ações da Vale, grande destaque de 2009, acabaram por perder fôlego e pesaram no resultado final do pregão -o Ibovespa teve baixa de 1,53%.
À espera da aprovação do pacote de estímulo econômico do presidente Barack Obama, o mercado acionário americano também teve um dia fraco. O índice de ações Dow Jones melhorou no fim do dia, mas terminou com baixa de 0,12%.
A expectativa do mercado é a de que o Congresso americano aprove ainda hoje o pacote econômico. Outra notícia aguardada para hoje é a do novo socorro destinado ao setor financeiro dos Estados Unidos.
Em meio à falta de novidades, os investidores aproveitaram para embolsar parte do lucro acumulado pelos papéis do setor de siderurgia e mineração. Ações como as da Vale, da Companhia Siderúrgica Nacional e da Usiminas, que têm sido decisivas no resultado da Bovespa no ano, estiveram entre as quedas mais elevadas entre os papéis de maior negociação.
As ações da Vale, que responderam por quase 25% do total negociado no pregão, registraram baixas de 2,95% (preferencial "A") e 2,96% (ordinária). Já as ações da Usiminas lideraram as perdas, ao caírem 5,53% (ON) e 4,56% (PNA).
Na semana passada, informações de que os estoques de minério de ferro estavam baixos na China, que é a grande consumidora mundial, motivaram a compra de papéis de siderúrgicas nas Bolsas. A ação ordinária da Vale avançou 19,23% na última semana; o papel ordinário da CSN teve valorização de 14,26% no período.
As ações da Petrobras resistiram ontem. Mesmo com o petróleo em queda de 1,5% em Nova York (fechou vendido a US$ 39,56), conseguiram valorização. O papel preferencial da Petrobras subiu 1,07%, e o ordinário ganhou 1,23%.
O setor bancário foi outro que não começou bem a semana. Entre as grandes instituições privadas, a exceção foi Bradesco PN, que subiu 0,17%. Já as ações units do Unibanco recuaram 1,95%, seguidas por Banco do Brasil ON, que perdeu 1,92%, e por Itaú PN, com desvalorização de 1,52%.
Apesar da baixa de ontem, o índice Ibovespa conseguiu se manter acima dos 42 mil pontos, em seu maior nível de 2009 -encerrou aos 42.100 pontos. Dessa forma, a Bolsa de Valores de São Paulo ainda acumula forte apreciação de 12,12% em 2009, destacando-se em um mercado no qual as grandes Bolsas estão no vermelho neste começo de ano.
A movimentação da Bovespa manteve-se elevada no pregão de ontem, tendo sido girados R$ 4,25 bilhões -a média diária do ano é de R$ 3,66 bilhões.
Na Europa, os pregões foram um pouco melhores ontem -se as Bolsas não tiveram altas expressivas, ao menos escaparam de fechar no vermelho.
Em Londres, a Bolsa subiu 0,37%; em Frankfurt, a alta foi de 0,48%; e, em Paris, de 0,39%.

Real mais forte
Se a Bolsa brasileira começou a semana em ritmo mais fraco, o real manteve a rota de apreciação dos últimos dias. Nas operações de ontem, a moeda sofreu recuo de 0,75%, para terminar a R$ 2,237. No mês, o dólar tem baixa de 3,49%.
A diminuição das "posições compradas" dos estrangeiros na BM&F mostra que têm perdido força as apostas no dólar valorizado. Essas posições compradas, montadas por meio de contratos futuros, registravam US$ 10,2 bilhões na sexta-feira. Em janeiro, superaram os US$ 13 bilhões.

voltar ao topo

 

ArcelorMittal anuncia perda de US$ 2,6 bilhões

 

DCI, 12/02/09

A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo em volume e receita, registrou prejuízo de US$ 2,6 bilhões no quarto trimestre de 2008, ante lucro de US$ 2,44 bilhões no mesmo período do ano anterior. O resultado foi pior do que previam os analistas, que esperavam um lucro líquido de US$ 424 milhões. Segundo a companhia, o prejuízo foi provocado por baixas contábeis nos estoques e na oferta de matérias-primas, uma vez que a recessão econômica continuou a reduzir a demanda mundial por aço.

A ArcelorMittal disse também esperar uma queda dos lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) para cerca de US$ 1 bilhão, no primeiro trimestre de 2009, ante os US$ 2,81 bilhões registrados no último trimestre do ano passado, na medida em que a companhia ampliar os cortes de produção até o final do primeiro trimestre do ano e contabilizar todo o impacto da queda dos preços do aço.

Lakshmi Mittal, chefe executivo e chairman da siderúrgica, disse que "a excelente performance do grupo em 2008 foi ofuscada pela considerável desaceleração da economia mundial no último trimestre do ano passado".

Demissões voluntárias

No mesmo dia, a ArcelorMittal advertiu que seu programa de demissões voluntárias poderia afetar mais de 9 mil empregados, como foi anunciado, mas deixou claro que, em nenhum caso, serão forçadas. O chefe executivo da siderúrgica disse que a redução do quadro de funcionários é resultado da desaceleração. O Brasil foi incluído no processo e os setores afetados pelo programa serão os de empregados do corporativo e da área produtiva de aços longos. O grupo não deu número de demitidos no País.

voltar ao topo

 

Protecionismo ganha força no mundo e está na mira da OMC

 

DCI, 10/2/09

A onda de protecionismo ganha força no mundo e, para conter essa evolução, os países da Organização Mundial do Comércio (OMC) avaliaram em reunião realizada ontem até que ponto a crise estimula essa prática.

O Brasil declarou que não descarta abrir disputas contra eventuais distorções geradas por pacotes de ajuda a setores. Já os Estados Unidos revelaram que pediram consultas com governos estrangeiros que adotaram medidas para proteger suas indústrias e estão afetando os produtos norte-americanos. Enquanto isso, a Europa rejeita categoricamente a acusação de que os pacotes de socorro a suas indústrias tenham um impacto protecionista.

"Aplicaremos medidas antidumping sempre que for necessário", disse Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. "Há países em que as exportações caíram muito e podemos ser um dos mercados escolhidos para que esses produtos cheguem".

O Brasil atacou frontalmente os pacotes, insinuando que são subsídios camuflados e que desequilibram a concorrência nos mercados em setores como automotivos, agricultura e outros. Os europeus rejeitaram a tese. "Não acho que pacotes de relançamento são 'distorcivos' ou podem ser vistos como subsídios ilegais", afirmou Phillip Gros, embaixador da França. "Ao propor esses pacotes, os governos não estão tentando distorcer o comércio, mas salvar suas indústrias", disse.

Os Estados Unidos admitiram que as pressões protecionistas são fortes no país, mas alertaram que já podem questionar medidas de outros países contra seus interesses. "O sistema comercial global será severamente testado durante a atual crise", afirmou David Shark, representante americano em Genebra. Ele garante que a Casa Branca irá "evitar o protecionismo" e que já estaria dando provas disso. Nos últimos dias, o governo Obama foi criticado por incluir medidas que favoreceriam as empresas americanas em seus pacotes de ajuda, limitando a participação de concorrentes internacionais.

Como forma de evitar falar de seus próprios pacotes, a Casa Branca preferiu atacar outros e alertou que pode trazer casos contra outros países à OMC. "Assim como outros países estão monitorando os desenvolvimento em Washington, nós estamos monitorando os acontecimentos em outras capitais", disse.

Segundo ele, o governo de Barack Obama já está pensando em discutir com alguns países barreiras que estão sendo criadas contra os produtos americanos como resultado da crise. "Estamos avaliando o calendário e trabalhando com nossos parceiros para ver como podemos usar os comitês (da OMC) para tratar de nossas preocupações", afirmou Shark.

Vários países emergentes seguiram o discurso do Brasil. A Índia sugeriu uma coordenação do G-20 para a adoção de pacotes de ajuda. "Essas iniciativas precisam ser coordenadas para que tenham um impacto negativo menor", defendeu o embaixador da Índia, Ujal Bhatia. "Os pacotes de socorro nos países ricos tem um impacto muito maior que a elevação de tarifas", disse.

Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, chamou atenção especialmente para o impacto nos países em desenvolvimento, uma vez que, em muitos deles, o crescimento econômico depende do comércio internacional. Ele chegou a citar os presidentes do Brasil e dos Estados Unidos, que têm destacado a necessidade de resistir a pressões domésticas por medidas protecionistas e de manter a economia aberta à competição.

"Isso me faz crer que a situação está sob controle. Mas devo dizer que meu sexto sentido é de que estamos ainda em um estágio inicial de políticas contra a recessão e devemos nos manter vigilantes", afirmou Lamy.

Críticas

Ontem, o governo francês anunciou um novo pacote bilionário de socorro à indústria automotiva nacional. Mas o pacto automotivo chega repleto de mensagens protecionistas. Nicolas Sarkozy, presidente francês, afirmou que queria que as montadoras usassem os recursos em território francês, e não em suas fábricas no Leste Europeu. A declaração gerou protestos na República Checa. Para Praga, que ocupa a presidência da União Europeia, a medida de Sarkozy é claramente protecionista. Pelo acordo, a PSA Peugeot Citroen e a Renault SA, receberiam um total de 6,5 bilhões de euros. Mas não é só na Europa que a polêmica em torno do protecionismo existe. A China disse estar preocupada com as barreiras da Índia a suas exportações. A Índia impôs no mês passado uma proibição válida por seis meses sobre as importações de brinquedos chineses.

O sinal verde dado na noite de ontem pelo Senado norte-americano a um pacote da Casa Branca de US$ 838 bilhões para estimular a economia dos Estados Unidos pode reforçar a onda de protecionismo que toma conta do mundo. Para evitar que isso aconteça, os países da Organização Mundial do Comércio (OMC) se reuniram para avaliar até que ponto a turbulência estimula essa prática. Europa e Estados Unidos se recusam a aceitar a acusação de que os pacotes de socorro a sua indústria tenham um impacto protecionista e nacionalista. Já o Brasil não descarta abrir disputas contra distorções e está avaliando eventuais ações legais.

Na França, o governo anunciou ontem um novo pacote, avaliado em 6,5 bilhões de euros (US$ 8,5 bilhões), de socorro à indústria automotiva nacional. Mas o pacto automotivo provocou fortes críticas na União Europeia (UE): o presidente Nicolas Sarkozy afirmou que queria que as montadoras usassem os recursos em território francês, não em suas fábricas do Leste Europeu. Na Ásia, a China disse estar "seriamente preocupada" com as barreiras da Índia a suas exportações. A Índia impôs, no mês passado, uma proibição, válida por seis meses, à importação de brinquedos chineses.

O Brasil atacou frontalmente os pacotes, insinuando que são subsídios camuflados e que desequilibram a concorrência nos mercados em setores como o automotivo, o agrícola e outros. Os europeus rejeitaram a tese.

Miguel Jorge, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, disse que o governo brasileiro irá monitorar as importações de aço para verificar se está ocorrendo concorrência desleal. O setor siderúrgico nacional tem criticado a entrada de aço de países asiáticos no País.

"Aplicaremos medidas antidumping sempre que for necessário", disse Miguel Jorge. "Há países em que as exportações caíram muito e podemos ser um dos mercados escolhidos para que esses produtos cheguem."

voltar ao topo