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Distribuidor de aço prevê volta de encomendas
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DCI, 4/3/09
São Paulo - A previsão de retomada das encomendas pelos distribuidores de aço a partir de abril, quando os estoques devem atingir níveis mais baixos, é um sinal animador para as siderúrgicas brasileiras. "Os estoques estão diminuindo. A demanda vai voltar, mesmo que mais fraca do que no início do ano passado", diz o presidente do Instituto Nacional de Distribuidores de Aço (Inda), Christiano da Cunha Freire. A previsão da entidade é que os estoques caiam de 930 mil toneladas em dezembro para 700 mil t em março.
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Distribuição de aço cai no primeiro trimestre
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Folha de S. Paulo, 3/3/09
Apesar de ter fechado 2008 com com alta de 12,2% nas vendas, o setor da distribuição do aço amarga resultados negativos desde os últimos meses do ano passado. O recuo chegou a 34,4% em dezembro e ainda deve avançar neste ano.
Em 2008, foram negociados 3,716 milhões de toneladas, contra 3,312 milhões no ano anterior. Para este ano, a expectativa é a de um resultado entre 3 milhões e 3,3 milhões de toneladas, segundo Christiano da Cunha Freire, presidente do Inda (Instituto Nacional dos Distribuidores do Aço) e do Sindisider (Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Produtos Siderúrgicos).
O primeiro trimestre deste ano deve seguir com baixa demanda. A expectativa é a de uma queda de 30% ante o primeiro trimestre de 2008.
O mês de fevereiro deste ano deve fechar com cerca de 190 mil toneladas, segundo Freire. Fevereiro de 2008 teve 306 mil toneladas.
"E a perspectiva é que o próximo trimestre mantenha esse ritmo baixo. Os Estados Unidos continuam incertos, e a restrição ao crédito permanece. No Brasil, eu não consigo ver o governo fazendo pacotes agressivos de estímulo", afirma.
As vendas das bobinas a frio e a quente foram as responsáveis pelas maiores retrações do mercado, que caíram, respectivamente 47,1% e 39,7% em dezembro. A chapa zincada apresentou queda de 28,6% no mesmo mês.
O mercado de chapa grossa, usada na indústria de base e infraestrutura, está em desaceleração -queda de 0,4%.
O resultado positivo no fechamento do ano foi sustentado pelo setor de máquinas e equipamentos. As empresas do setor comercializaram 735.864 toneladas em 2008, o que representa aumento de 23,2% sobre o total registrado em 2007. O setor automobilístico, que fechou 2008 com crescimento de 21,5% (269.931 toneladas), apresentou quedas e recuperações. Construção civil cresceu 13,6% (313.941 toneladas).
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Baosteel corta preços de aço para abril em 5%
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Exame, 4/3/09
A Baoshan Iron and Steel cortou os preços da maioria dos produtos de aço laminado a quente e a frio para abril em 200 iuans (29,93 dólares) por tonelada em relação aos níveis de março, publicou o site Mysteel nesta terça-feira.
A redução de preço é equivalente a 4,7 por cento no aço laminado a frio e a 5,3 por cento nos produtos laminados a quente, segundo cálculos da Reuters.
Os preços da Baosteel são considerados como referência na China, maior país produtor e consumidor de aço do mundo, que tem vivido uma drástica redução na demanda por causa da crise financeira global.
A Baosteel está liderando as negociações anuais de preços de minério de ferro na China junto às mineradoras Vale, Rio Tinto e BHP Billiton.
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Gerdau pode perder o grau de investimento
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Standard & Poor´s alerta para expectativa de desempenho mais fraco em 2009
Exame, 2/3/09
A agência de classificação de risco Standard & Poor´s (S&P) pode rebaixar a nota de crédito da Gerdau e tirar seu título de grau de investimento. A companhia foi incluída na listagem de monitoramento CreditWatch, e a S&P vai acompanhar seus esforços para compensar os efeitos do enfraquecimento dos negócios.
A expectativa da S&P é de desempenho mais fraco para a empresa neste ano. A decisão de colocar a companhia na listagem de monitoramento se deu a partir da constatação de uma "significativa deterioração na rentabilidade e geração de caixa da Gerdau em decorrência das condições econômicas adversas na América do Norte e nos mercados de exportação do Brasil". A agência acredita que a crise econômica global prosseguirá durante o ano, dificultando a desalavancagem da companhia e, consequentemente, a continuidade de seu enquadramento nos critérios de sua atual categoria de risco. "Acreditamos que a empresa enfrentará queda acentuada nos volumes de vendas e declínio nos fluxos de caixa em 2009 quando comparados aos de 2008; o que deverá retroceder ou impedir quaisquer avanços substanciais em suas métricas de crédito", diz a S&P em relatório.
A agência, entretanto, pondera ao destacar que a Gerdau detém uma posição confortável de liquidez, com caixa de 2,3 bilhões de dólares e dívidas de 1,7 bilhão de dólares a serem pagas ao longo de 2009 - valor considerado "administrável" pela S&P. A diversificação geográfica e o crescimento do negócio de aços especiais também são considerados pontos positivos para empresa, contrapostos à crescente alavancagem da companhia após aquisições, à estratégia pautada em compras de outras empresas e à exposição à "volátil e cíclica" indústria de aços longos (utilizados na construção civil), que na visão da S&P "se tornou mais incerta e instável com a piora nas condições econômicas globais".
A deterioração do cenário mundial fez declinar acentuadamente as vendas nos Estados Unidos, assim como as exportações no Brasil. A rentabilidade da Gerdau se manteve em patamar considerado satisfatório pela agência graças à demanda local, que não sofreu tanto quanto os mercados internacionais. A S&P informa que a companhia está trabalhando para reduzir seus custos e, assim, melhorar suas margens. Desde o final de 2008 os spreads metálicos na América do Norte melhoraram, o que pode levar a uma possível recuperação no fluxo de caixa das operações na região nos próximos trimestres.
Caso os esforços da companhia não sejam suficientes para compensar as perdas decorrentes da crise, a S&P poderá rebaixar em um degrau a nota de risco da companhia, que atualmente conta com BBB- para créditos corporativos de longo prazo na escala global, brAAA na escala nacional e BBB- para os títulos da empresa.
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Novo sinistro de US$ 414 mi trava negociações de resseguro da CSN
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Altamiro Silva Júnior, de São Paulo
Valor Econômico , 3/3/09
A luta da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) para conseguir fazer o seguro milionário de seu parque industrial parece estar longe de terminar. A descoberta de um novo sinistro, estimado pelo mercado em US$ 414 milhões, complicou o fechamento da apólice e assustou o mercado ressegurador no exterior.
Rich Press / Bloomberg News
Uma das unidades da CSN, no Estado do Rio: empresa se comprometeu a arquivar processo contra o IRB para ter o resseguro, mas novo sinistro apareceu
O programa de seguro e resseguro da CSN estava prestes a ser concluído depois de uma batalha judicial e sete meses de negociações. O resseguro é essencial em apólices desse tipo, para diluir o risco entre os participantes. Pelo contrato que seria fechado, apenas 0,32% do risco ficaria no mercado local. O restante seria repassado para resseguradoras estrangeiras.
O Valor teve acesso a e-mails trocados entre o ressegurador brasileiro IRB Brasil Re, a CSN e a seguradora Mapfre. Nessas correspondências, que fazem parte dos autos do processo, as partes se mostravam prestes a chegar a uma solução. Em um dos e-mails, o IRB se comprometeu a assinar o termo desde que a CSN desistisse da ação judicial movida no ano passado contra o ressegurador brasileiro. Em fevereiro de 2008, o IRB recusou o risco da CSN e a empresa entrou na Justiça contra a estatal. Na briga, o judiciário estipulou multa de R$ 100 mil por cada dia que o IRB recusasse o risco.
Em uma das mensagens, havia um termo de acordo, com data de 30 de dezembro de 2008, no qual o IRB concordava em participar do contrato da CSN, repassando todo o risco para o mercado externo. Só em prêmios de resseguro, a apólice somava US$ 22,1 milhões.
Também em 2008, enquanto negociava seu programa de seguro, a CSN conseguiu fechar o recebimento da maior indenização da história do mercado segurador brasileiro. O valor exato está protegido por uma cláusula de confidencialidade, mas o mercado estima que o sinistro seja algo em torno de US$ 600 milhões, por conta de um incêndio ocorrido com o alto forno 3 da Usina Presidente Vargas em janeiro de 2006.
O acordo para o pagamento desse sinistro foi fechado em novembro de 2008. No final de dezembro, chegou-se ao acordo para fechar o programa de seguro de 2008/2009 com a Mapfre. Mas o acordo não evoluiu, porque um outro sinistro foi comunicado em meio às negociações. Segundo o Valor apurou, o IRB decidiu suspender as negociações depois que a resseguradora líder do contrato no exterior, a Berkshire Hathaway, questionou a cobertura desse novo sinistro. O IRB também preferiu avaliar melhor.
Em 2006, quando tinha apólice com seguradora do Unibanco, a CSN, para modernizar seu parque industrial, comprou um sistema de transporte de correias da empresa finlandesa Metso. Essas correiras levam, nos portos, o aço para os navios. Em fevereiro do ano passado, quando a apólice era da SulAmérica, as correias começaram a operar, mas com o passar dos meses, as borrachas apresentaram um desgaste "bastante acelerado" e "prematuro", segundo declarações da CSN na época, causando prejuízos às exportações da empresa.
A CSN resolveu contratar o Coppetec, da Universidade federal do Rio de Janeiro (UFRJ), para avaliar o problema. Os pesquisadores chegaram a conclusão de que o defeito era um erro de projeto do equipamento. No incêndio do alto forno, também se chegou à conclusão de que o sinistro foi causado por erro de fabricação.
No dia 5 de fevereiro, houve uma reunião de vários resseguradores internacionais e locais no Rio para discutir o assunto. O Valor apurou que o mercado externo estaria disposto a fazer o resseguro desde que a CSN não reclamasse esse novo sinistro. Sem um acordo entre IRB e CSN, a Mapfre fica impossibilitada de emitir a apólice. Com isso, a CSN segue sem seguro.
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ArcelorMittal reinicia alto-forno desligado
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DCI, 3/3/09
A ArcelorMittal, maior siderúrgica do mundo, reiniciou as operações de seu segundo alto-forno na fábrica de Fos-sur-Mer, no sul da França, em 23 de fevereiro, segundo informou um porta-voz da companhia. A Arcelor possui dois altos-fornos em Fos-sur-Mer e ambos haviam sido fechados em novembro. O primeiro alto-forno foi fechado por razões técnicas e voltou a operar no início de dezembro, de acordo com o porta-voz. O segundo alto-forno foi fechado em consequência da crise econômica.
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