Lobão garante apoio a siderúrgicas

 

O Estado do Maranhão, 30/3/09

Em audiência realizada esta semana no Ministério das Minas e Energia, em Brasília, o ministro Edison Lobão manifestou-se sensibilizado com a grave crise que afeta o setor siderúrgico de ferro-gusa nos estados do Maranhão e Pará. O ministro garantiu à comitiva que mobilizará esforços para ajudar a garantir a sobrevivência do setor, sobretudo no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), onde tentará a liberação de créditos para capital de giro das indústrias.

O cenário preocupante foi apresentado por um grupo formado pelo presidente da Associação das Siderúrgicas do Brasil (Asibras), Paulino Cícero de Vasconcelos, os presidentes dos Sindicatos das Indústrias de Ferro-Gusa do Maranhão, Cláudio Azevedo, e Pará, Leonildo Borges, além de autoridades dos municípios mais atingidos.

A comitiva apresentou ao ministro Lobão documentos descrevendo a situação de paralisação das empresas, redução da capacidade de produção para 20%, e o alto índice de desemprego, que, só na região de Açailândia já está atingindo quase 20 mil pessoas, antes empregadas nas siderúrgicas e em empresas que atuavam em função da atividade, e outros setores como comércio e serviços.

“O ministro Lobão entendeu a gravidade da situação e se comprometeu a nos apoiar para evitar a paralisação total do setor”, contou o presidente do Sindicato das Indústrias de Ferro-Gusa do Estado do Maranhão (Sifema), Cláudio Azevedo.

De Açailândia, onde estão instaladas cinco indústrias, foram o prefeito, Idelmar Gonçalves, o presidente da Câmara de Vereadores, Hélio Batista Sales, os vereadores Marco Aurélio de Oliveira e Alexandro Lima dos Santos, e o presidente da Associação Comercial, Joaquim Ramos. De Marabá, estiveram presentes o prefeito Maurino Magalhães, e o presidente da Associação Comercial, Gilberto Leite.

O Estado

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Lucro da CSN quase dobrou em 2008

 

Jornal do Commercio- RJ, 30/3/09

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) encerrou 2008 com lucro líquido de R$ 5,77 bilhões, crescimento de 98% na comparação com os R$ 2,92 bilhões do ano anterior. Segundo a companhia, o desempenho é fruto do esforço da CSN, que conseguiu reduzir significativamente o impacto da crise internacional sobre seus resultados.

A empresa apontou que o principal impacto positivo no lucro do ano passado foi a negociação que resultou na compra de 40% do capital da mineradora Nacional Minérios (Namisa), subsidiária da CSN, por um consórcio de empresas asiáticas. O negócio foi fechado por US$ 3,12 bilhões. A CSN permanece com 60% do capital da Namisa.

"A transação deve ser comemorada por vários motivos. A CSN fechou uma parceria estratégica de longo prazo com alguns dos maiores consumidores de minério do mundo e também obteve recursos para fazer frente às turbulências que a crise deverá provocar no mercado internacional e para aproveitar as oportunidades que sem dúvida serão geradas por essa crise", afirmou em nota o diretor-presidente e presidente do Conselho de Administração da companhia, Benjamim Steinbruch.

O executivo destacou também os investimentos feitos pela companhia em 2008, como a unidade de produção de cimentos e a fábrica de aços longos, que devem entrar em operação entre este ano e o próximo. A CSN, de acordo com Steinbruch, se tornou forte não só em siderurgia, mas também em mineração, logística, energia e cimento. "Os investimentos elevados deixam a CSN em uma posição privilegiada no cenário econômico brasileiro e mundial. A companhia está preparada para crescer junto com o Brasil, atendendo aos milhões de novos consumidores que ingressaram no mercado, beneficiados pelo crescimento da renda econômica."

Para Steinbruch, a crise internacional ainda traz muitas incertezas. A CSN, segundo ele, está entre as companhias mais preparadas para enfrentar os desafios. "O momento é de incerteza, tanto em relação às economias internacionais, quanto no impacto sobre os negócios no Brasil. No entanto, a CSN é hoje uma das mais bem preparadas para enfrentar turbulências, tanto por sua estratégia, quanto por sua sólida posição financeira, que permitirá que os frutos de 2008 continuem a ser colhidos nos próximos anos", disse o executivo em nota.

A receita líquida da CSN cresceu 22% em 2008 e passou de R$ 11,44 bilhões no ano anterior para R$ 14,002 bilhões. A geração de caixa medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) encerrou o ano em R$ 46,59 bilhões, montante 35% superior aos R$ 4,87 bilhões de 2007.

4,98 milhôes de toneladas. A produção de aço bruto recuou 6% no ano passado. A companhia produziu 4,98 milhões de toneladas em 2008, ante 5,32 milhões de toneladas no ano anterior.

As vendas de siderurgia totalizaram 4,89 milhões de toneladas, volume 9% inferior às 5,37 milhões de toneladas de 2007. A maior parte das vendas (4,15 milhões de toneladas) foi para o mercado interno, expansão de 15%. Já no mercado externo, houve retração de 58%, com 733 mil toneladas vendidas.

"Em 2008, 85% de nossas vendas foram realizadas no mercado interno, percentual que deverá se repetir em 2009. Essa participação é um ponto forte da CSN, pois o consumo interno brasileiro deverá ser bem mais vigoroso do que o do mercado internacional", comentou Steinbruch.

No segmento mineração, a companhia produziu 28,4 milhões de toneladas, incremento de 33,6% em relação às 21,3 milhões de toneladas produzidas em 2007. Do total, a mina Casa de Pedra produziu 18,8 milhões de toneladas e a Namisa, 5 milhões de toneladas. Outras 4,6 milhões de toneladas de minério foram adquiridas de terceiros.

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CSN prevê retomada da demanda por aço no segundo semestre

 

Gazeta Mercantil, 30/3/09

O diretor-executivo financeiro da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Otávio Lazcano, disse hoje que prevê para o segundo semestre de 2009 uma retomada da demanda no setor. "Esperamos que as novas medidas de desoneração anunciadas pelo governo surtam efeito a partir do meio do ano", considerou, ao declarar que a companhia vêm trabalhando projetos com grandes construtoras, como Gafisa, para a construção de casas populares.

De acordo com Lazcano, a construção de 1 milhão de casas demanda, pelo menos, 300 mil toneladas de aço. Os projetos em andamento, entretanto, aumentam significativamente essa proporção. "O objetivo é usar o aço no lugar de bases que poderiam ser feitas em madeira", afirmou.

No primeiro trimestre de 2009, segundo o executivo, as vendas de aço apresentaram queda da ordem de 45%. "Tivemos um grande período de realização de estoques", disse.

No quarto trimestre de 2008, a CSN a comercializou 829 mil toneladas de produtos siderúrgicos no mercado interno, o que representa uma queda de 25% ante 1,11 milhão de toneladas do terceiro trimestre de 2008. Na comparação com as vendas de outubro a dezembro de 2007, a queda foi de 19%. Apesar da queda, a receita da companhia cresceu 48% na comparação com o quarto trimestre do ano passado, para R$ 3,39 milhões, devido aos aumentos do preço dos produtos e ao maior volume de vendas no mercado interno, que normalmente possui margens maiores.

No acumulado do ano, as vendas de aço no mercado interno totalizaram 4,16 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas no acumulado do ano anterior, alta de 15%. Considerando também as exportações, as vendas totais da CSN totalizaram 4,89 milhões de toneladas de aço, queda de 9% na comparação com os 5,38 milhões de toneladas verificados em 2007.

O diretor da CSN destacou que os resultados do primeiro semestre deverão ser impactados pela parada do alto-forno nº 2, iniciada no último sábado e com duração prevista de 30 dias. Segundo o executivo, o equipamento responde por cerca de 35% da capacidade de produção da companhia, e foi paralisado para reforma.

Minério de ferro

Quanto aos preços do minério de ferro, Lazcano considerou que não há previsão de novas reduções, entretanto, ele não descartou que elas aconteçam. "Temos que estar preparados para a guerra. A CSN, assim como outras companhias, ainda carregam estoque. Essas variações de preço vão depender da demanda e oferta. Esperamos conseguir contratos melhores que os firmados com as australianas."

No ano passado, a CSN comercializou 18,2 milhões de toneladas de minério de ferro, dos quais 79% foram destinados ao mercado externo. O volume embarcado foi 180% superior ao apurado em 2007. Além disso, a empresa destinou a consumo próprio 7,5 milhões de toneladas de minério. Além dos 18,8 milhões de toneladas produzidos na mina Casa de Pedra, a CSN obteve 5 milhões de toneladas por meio da Nacional Minérios (Namisa) e outros 4,6 milhões de toneladas foram adquiridos com terceiros.No âmbito dos investimentos, Lazcano disse não existir um valor previsto para 2009. "Mediante às mudanças do mercado estamos fazendo novas avaliações. Vamos em frente com todos os projetos de retorno no curto prazo (no máximo três anos). Com preferência para setores de mineração, cimento, e aços longos", disse. Para mineração, a previsão é de investimentos da ordem de US$ 3 bilhões até 2012, sendo que metade do montante deverá ser destinado para a Namisa, informou o executivo.

Lucro recorde

No quarto trimestre de 2008, o lucro líquido da CSN foi recorde histórico de R$ 3,94 bilhões, ante R$ 508 milhões no mesmo período de 2007. No acumulado de 2008, o lucro líquido avançou 97%, para R$ 5,774 bilhões, na comparação com os R$ 2,9 bilhões em 2007. Segundo Lazcano, esse resultado foi bastante inflado pela venda de 40% da Namisa (impacto de R$ 4 bilhões).

Colaborou Luciana Collet

(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 5)(Carina Urbanin/Investnews)

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GM demite seu CEO para receber ajuda

 

Valor Econômico, 30/3/09

A Casa Branca iniciou sua tentativa de reformar a indústria automobilística americana pedindo a saída do presidente da General Motors, Rick Wagoner, que deixou a montadora como parte de um acordo para que ela receba um novo pacote de ajuda do governo americano.

Ao enfrentar a crise econômica, o governo exigiu a saída do presidente da seguradora American International Group, mas só quando assumiu uma participação majoritária. Neste caso, o governo retirou um executivo como parte de uma reestruturação em curso.

A medida também indica que o Departamento do Tesouro pretende interferir mais profundamente do que a maioria esperava nas questões da maior e mais antiga montadora do país.

Wagoner foi diretor-presidente desde 2000 e administrou a GM durante alguns de seus momentos mais difíceis. A companhia não registra lucro desde 2004, acumulando prejuízos desde então de US$ 82 bilhões. Ela ficou praticamente sem caixa no fim de 2008, antes que o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos fornecesse empréstimos de emergência.

Um funcionário do governo confirmou que Wagoner foi solicitado a pedir demissão como condição para a reestruturação na empresa. Wagoner será substituído, ao menos temporariamente, por Frederick "Fritz" Henderson, o diretor de operações. A GM não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

A demissão ocorre quando o presidente dos EUA, Barack Obama, se prepara para dar bilhões em ajuda à GM e à Chrysler, mas só se todas as partes - inclusive sindicatos e credores - mostrarem que estão prontas a se sacrificar.

Obama planeja apresentar as conclusões preliminares do governo sobre a viabilidade das empresas e as medidas que precisam ser tomadas para que elas se recuperem hoje. O presidente deve segurar a concessão de US$ 21,6 bilhões em novos empréstimos para preservar um arma nas negociações em curso, particularmente com os milhares de detentores de títulos de dívida da GM, que têm US$ 28 bilhões a receber da empresa.

Em comentários ontem, Obama disse que pretende extrair "um conjunto de sacrifícios de todas as partes envolvidas - diretoria, trabalhadores, acionistas, credores, fornecedores, concessionárias". A indústria, disse, precisa "adotar sérias medidas de reestruturação agora para preservar um futuro melhor". As duas empresas "não chegaram lá ainda", acrescentou.

A demissão de Wagoner mostra que os sacrifícios podem ser pesados. A saída do principal executivo promete sacudir ainda mais uma empresa que já passou por considerável mudança nos últimos seis meses. Wagoner, 56, vinha lutando para elaborar uma estratégia global para manter a liderança na corrida das vendas mundiais com a Toyota e obter grandes lucros em mercados emergentes.

Mas os planos de Wagoner desabaram no segundo semestre de 2008, quando a empresa ficou sem caixa e foi forçada a pedir dezenas de bilhões de dólares em socorro do governo. Na época, sua diretoria começou a desmantelar várias partes da empresa, o que inclui um plano para se desfazer de diversas marcas americanas, reduzir o ritmo de lançamentos de produtos e vender participações em operações internacionais.

Com o anúncio de hoje, funcionários do governo dizem que vão delinear os parâmetros de uma reestruturação geral das empresas, incluindo algumas datas limites firmes. O governo deve preservar a ameaça de fazer com que as empresas entrem em recuperação judicial se certas concessões mais difíceis não forem feitas no próximo mês.

A força-tarefa de Obama para o setor passou mais de um mês mergulhada nos planos de reestruturação que a GM e a Chrysler submeteram no mês passado. A equipe teve dificuldades para determinar duas coisas: quando a forte queda nas vendas de carros terminará e como ficará o mercado assim que ele se reanimar.

A GM baseou seus planos de recuperação num mercado americano que volte a ter vendas de 14,3 milhões de veículos por ano em 2011, ante o ritmo de 9 milhões anuais que registrou nestes primeiros meses do ano. Muitos analistas consideram agora que as previsões de curto prazo da GM são excessivamente otimistas.

As duas empresas receberam um total de US$ 17,4 bilhões em empréstimos do governo em dezembro, e solicitaram outra dose para mantê-las em operação este ano. Dos US$ 21,6 bilhões, a GM está buscando US$ 16,6 bilhões mais, enquanto a Chrysler requisitou mais US$ 5 bilhões.

Entre os desafios que o governo enfrenta, os mais prementes são os esforços para obter concessões do sindicato United Auto Workers e dos credores das empresas.

Tentativas de garantir acordos com o UAW e os credores foram dificultadas por desacordos de ambas as partes sobre como exatamente a outra parte precisa ceder. O UAW, por exemplo, insiste que já fez concessões em planos de saúde em 2005 e 2007 e argumenta que os credores nunca foram solicitados a conceder em nada.

"Não vejo como o UAW vai fazer algo até que eles vejam do que os credores vão abrir mão", disse ontem uma pessoa envolvida nas negociações em nome do UAW.

Os credores dizem que estão dispostos a fazer concessões, mas querem ver o sindicato fazer mais cortes. O fato de que a GM captou a maior parte da dívida não garantida para financiar planos de saúde e custos previdenciários também é visto como motivo para que o sindicato precise tomar medidas maiores.

O governo pressiona os credores a concordar com uma conversão em ações que reduziria o endividamento da GM em dois terços.

Com Obama potencialmente segurando os novos empréstimos até que as concessões sejam feitas, analistas dizem que a GM tem provavelmente caixa suficiente para sobreviver pelo menos outro mês antes que sua necessidade por mais socorro do governo se torne urgente. A Chrysler, que é controlada pela Cerberus Capital Management, pode precisar de outra injeção de dinheiro mais cedo. A Ford não buscou ajuda da Casa Branca, afirmando que tem caixa suficiente à disposição para cobrir suas próprias despesas.

Tanto a GM quanto a Chrysler estão negociando para que o UAW aceite uma série de medidas de corte de custos, que inclui um quadro de pessoal bastante reduzido, salários mais baixos e um fundo reformulado de assistência médica para aposentados.

A indústria automobilística americana, que já estava longe de ser robusta, tem sofrido com uma forte queda nas vendas nos últimos seis meses. As vendas de fevereiro foram 40% menores que as do mesmo mês do ano passado. O declínio provocou ondas de choque por centenas de empresas menores de autopeças que fornecem às grandes montadoras. Para manter o setor vivo, a Casa Branca anunciou recentemente uma linha de crédito de US$ 5 bilhões para ajudar as empresas de autopeças a cobrir suas despesas.

"Acho que podemos ter uma indústria automobilística americana bem-sucedida", disse Obama ontem. "Mas precisa ser uma que seja realisticamente criada para suportar essa tempestade e emergir - na outra ponta - muito mais enxuta, agressiva e competitiva do que é atualmente."

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, que está nominalmente encarregado de supervisionar o socorro das montadoras, disse que o governo está preparado para emprestar mais dinheiro "se acreditarmos que isso vai fornecer a base para uma indústria mais forte no futuro, que não vai depender do apoio do governo".

Os empréstimos originais de dezembro foram dados sob a premissa de que todos os lados fechassem um acordo até 31 de março, mas o governo está aproveitando uma cláusula que permite a todos os lados outro mês para negociar.

"Era irrealista renegociar um novo acordo trabalhista e a dívida não garantida num prazo tão curto", diz Sean McAlinden, economista-chefe do Centro para Pesquisa Automotiva, um instituto de estudos do setor. "Isso nunca aconteceu antes."

A GM e a Chrysler devem submeter avaliações de como seus esforços de reestruturação estão indo. Em fevereiro, ambas apresentaram planos para reduzir suas operações, cortar força de trabalho e eliminar modelos de veículos.

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Mineradoras aprovam corte temporário de 40%, diz China

 

Diário do Nordeste – CE, 30/3/09

Mineradoras fecharam acordo com siderúrgicas chinesas para vender, temporariamente, minério de ferro com um desconto de 40% sobre os preços dos contratos de 2008/2009, informou hoje o secretário-geral da Associação Chinesa de Ferro e Aço (Cisa, na sigla em inglês), Shan Shanghua. Com isso, as mineradoras garantiriam certo volume de vendas enquanto continuam a negociar os preços para o próximo contrato, com vigência de 2009/2010.

Embora Shan tenha se recusado a dizer sobre quais das três maiores mineradoras do mundo - a brasileira Vale e as anglo-australianas Rio Tinto e BHP Billiton - de fato aceitaram o acordo, um diretor da Cisa, Zou Jian, disse que a Vale teria concordado.

As siderúrgicas chinesas têm exigido que o preço do minério de ferro a ser praticado no contrato de 2009/2010 seja entre 30% e 50% menor que o do ano passado, de 2008/2009. De seu lado, as mineradoras resistem, mas duas delas já sinalizaram que podem aceitar tais cortes.

Shan afirmou que as siderúrgicas chinesas irão pagar 60% do preço especificado nos contratos do ano passado e irão liquidar a diferença nos contratos 2009/2010 apenas depois que o novo preço de referência for fechado. O acordo é retroativo a 1º de janeiro deste ano e efetivamente reduz os preços de referência do minério de ferro aos níveis de 2007.

Shan alertou que as negociações não terminaram. "Ainda haverá o reembolso de qualquer montante pendente quando o preço for finalizado e isso não significa que as empresas aceitaram o dia 1º de janeiro como a data de início oficial dos novos contratos" afirmou.

O acordo para um corte temporário nos preços surge no momento em que fornecedores de minério de ferro recorrem cada vez mais ao mercado à vista. As mineradoras esperam que o aumento dos gastos da China como o pacote de infraestrutura anunciado recentemente restaure seu poder de barganha, ou pelo menos as salve de uma forte redução nos preços do minério. "Certamente precisamos reconhecer os fundamentos do mercado, e o mercado mostra que há de fato a necessidade de um ajuste para baixo", disse esta semana o chefe da divisão de minério da Rio Tinto, Sam Walsh.

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Com incentivo, venda de carros deve igualar 2008

 

Folha de São Paulo, 31/3/09

Com a prorrogação por mais três meses do IPI reduzido para carros, a perspectiva do setor automotivo é que as vendas de automóveis e comerciais leves fechem o primeiro semestre no mesmo patamar alcançado em igual período do ano passado.
Para o presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Jackson Schneider, a redução do IPI ainda tem eficácia para impulsionar o mercado nos próximos três meses da mesma forma como impulsionou no primeiro trimestre.
"A prorrogação do IPI traz uma expectativa positiva, já que conseguimos, diante da crise, obter bons resultados de vendas até agora", afirma Schneider.
De acordo com fontes do setor automotivo, entre janeiro e março a estimativa é que as vendas aumentem 2% na comparação com o mesmo período de 2008. Até sexta, foram vendidos cerca de 240 mil veículos, entre automóveis, comerciais, caminhões e ônibus, segundo dados obtidos pela Folha.
A Anfavea deve divulgar as projeções de vendas para o ano na próxima segunda-feira.
Na avaliação do diretor de Assuntos Corporativos da Ford, Rogelio Golfarb, ainda é cedo para assumir que o mercado de veículos encerre este ano com o mesmo volume de vendas do ano passado.
"Nos últimos cinco anos, observamos um ritmo crescente de vendas, que alcançam seu pico em dezembro. Não temos ainda elementos para afirmar que essa tendência vai se manter. A crise atual tem um elemento de imprevisibilidade muito forte", diz Golfarb.
Com a garantia de manutenção de empregos por parte das montadoras, o acordo de extensão do IPI reduzido deve salvar, por ora, além dos postos efetivos, cerca de 900 trabalhadores temporários cujos contratos começam a vencer, em sua maioria, a partir de junho, segundo as confederações nacionais de metalúrgicos da CUT e da Força Sindical. O acordo prevê que eles não sejam dispensados antes do fim do contrato.

Motos
No setor de motocicletas, a redução de 3% para 0% da Cofins sobre as vendas, anunciada pelo governo, deve estimular a cadeia produtiva, avalia a Abraciclo (associação do fabricantes). De acordo com sindicalistas, com a medida, cerca de 4.000 empregos que estavam ameaçados serão preservados.

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2º Encontro Nacional da Siderurgia 2009

 

Assessoria de Imprensa IBS, 03/4/09

A Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, já confirmou a sua participação na conferência de abertura do 2º Encontro Nacional da Siderurgia, organizado pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia e que será realizado nos dias 24 e 25 de agosto no Hotel Transamérica, em São Paulo. Nomes como o deputado Antonio Palocci, o ex-ministro da Fazenda Delfim Neto, e o diretor da Global Insight, Farid Albofathi, também estão confirmados entre os debatedores.
Durante os dois dias do evento, estarão reunidos os principais representantes do setor, governo, fornecedores e clientes para analisar o cenário econômico atual e buscar juntos alternativas de crescimento em meio a crise econômica. Programamos também várias oportunidades para troca de informações e networking entre os cerca de 600 participantes esperados. Para mais detalhes sobre a programação, confira no link http://www.ibs.org.br/encontro2009/programa.asp
As inscrições feitas até 24/05 estão com desconto de 15%.
Mais informações pelo site www.ibs.org.br/encontro2009

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