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Usiminas compra a maior distribuidora independente de aço
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DCI, 19/12
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A siderúrgica Usiminas anunciou, ontem a aquisição da Zamprogna, a maior distribuidora independente de aço e a maior fabricante de tubos de aço com costura do Brasil, por R$ 160 milhões. Com a compra, a Usiminas se consolida como a líder em distribuição de aço no País, além de inserir a companhia na fabricação de tubos. De acordo com nota divulgada pela empresa, o valor do negócio será, ainda, "ajustado pelas variações do capital de giro e dívida líquida consolidada até a data do balanço de fechamento".
A Zamprogna, que possui sede em Porto Alegre (RS), é a maior fabricante de tubos com costura do Brasil, de acordo com ranking da Associação Brasileira de Tubos e Acessórios de Metal (Abitam). Ainda de acordo com a empresa, a Usiminas e a Zamprogna não possuem superposição de clientes e "há uma prefeita complementaridade geográfica de produtos".
Para o presidente do Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço (Inda), Christiano da Cunha Freire, a compra demonstra a grande movimentação do setor de distribuição em 2008. "O canal do escoamento do aço agora ganha também muito mais valor com o mercado mais fraco", afirmou ao DCI.
A Usiminas afirma que a aquisição será importante para a empresa aumentar a sua participação no sul do país o que deverá acarretar em "expressivo aumento de vendas".
Em 2007 as vendas da Zamprogna alcançaram 270 mil toneladas e sua receita líquida R$ 723 milhões. Até setembro de 2008, as vendas foram de 246 mil toneladas e a receita líquida de R$ 685 milhões. As informações da empresa pós-crise não foram divulgadas pela Usiminas.
As instalações industriais da Zamprogna permitem a produção, processamento, corte de tubos, perfis e telhas (aço carbono e inox). A Usiminas disse, ainda, em nota, que "até a presente data, aproximadamente 95% da necessidade de aços laminados planos da Zamprogna era suprida pelas demais siderúrgicas nacionais".
Além da unidade industrial no Rio Grande do Sul, a empresa gaúcha ainda está instalada na cidade de Campo Limpo Paulista, Estado de São Paulo, onde produz tubos e perfis de aço.
Parada
Assim como as outras siderúrgicas que tiveram que adequar a produção à queda de demanda mundial pelo aço, a Usiminas anunciou, em novembro, que decidiu antecipar em seis meses a manutenção do alto forno 2 da Usina Intendente Câmara, em Ipatinga (MG). A manutenção estava inicialmente programada para 2009.
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Fundo NSG vive uma experiência relâmpago no aço
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Valor, 19/12
Durou menos de dois anos a aventura do fundo de investimento em private equity NSG Capital no negócio de aço. A aquisição do grupo Zamprogna, em maio do ano passado, trazia por trás uma estratégia ambiciosa de montar uma grande operação no setor de distribuição de produtos siderúrgicos no país, ainda muito fragmentado, com grande presença de grupos familiares e empresas de pequeno porte. O próximo passo era fazer inúmeras aquisições de empresas de menor porte para ganhar escala de vendas.
Esse plano foi concebido no momento em que a siderurgia mundial vivia uma fase de exuberância nunca vista antes. As aquisições, que seriam feitas via Zamprogna não ocorreram. A empresa deparou-se com valores extremamente elevados dos ativos e relutância de venda por parte do donos dos ativos-alvo. Estavam ganhando muito dinheiro. Mas a virada do mercado, com a crise mundial, mudou tudo. A própria Zamprogna teve de rever sua estratégia.
Luiz Eduardo Franco Abreu, presidente da companhia, disse ao Valor que a venda do controle da empresa para a Usiminas foi uma questão de oportunidade, aliada a perspectivas difíceis no futuro, com o impacto da crise na economia mundial. "Acabou casando o que implementamos na empresa - proximidade e criação de soluções para o cliente - com a nova estratégia da Usiminas nessa área", afirmou ele.
Para o executivo, a decisão de sair do negócio não se deveu ao peso da dívida líquida da companhia, que supera os R$ 400 milhões. "Ela está bem equacionada", garante, acrescentando que a atratividade da proposta [da Usiminas] foi superior a ter de continuar a operar em um cenário mais adverso. Segundo ele, a negociação de venda durou algumas semanas.
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Arcelor venderá fatia em siderúrgica alemã
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DCI, 16/12 |
Após passar aproximadamente 18 meses em uma batalha pelo controle da fabricante alemã de chapas de aço pesadas Dillinger Huette, a ArcelorMittal - o maior grupo siderúrgico do mundo - mudou de tática e afirmou que vai vender sua participação acionária na empresa, arrecadando US$ 1 bilhão na transação.
A ArcelorMittal planeja vender a participação acionária com o objetivo de reduzir sua presença no grupo e também sua capacidade de exercer influência sobre as operações da Dillinger Huette, empresa que vende a maior parte de sua produção para clientes do setor de energia elétrica.
A nova estratégia da ArcelorMittal prevê reduzir sua participação votante na companhia de 51,25% para 33,4% ao vender fatias acionárias para os dois acionistas existentes: a Struktur-Holding-Stahl, uma unidade da Fundação Montan-Stiftung-Saar - que é um cartel privado com sede no estado alemão de Saarland - e a Dillinger Huette Saarstahl.
A ArcelorMittal vai ganhar cerca de 777 milhões de euros, ou aproximadamente US$ 1 bilhão, com a venda das ações, que inclui um dividendo proposto para 2008.
O preço de venda avalia a empresa siderúrgica alemã em cerca de US$ 2,6 bilhões.
"Nós vamos continuar sendo um importante parceiro industrial da Dillinger Huette," afirmou Michel Wurth, que é membro do Conselho Administrativo do Grupo ArcelorMittal, em um comunicado oficial dirigido à imprensa.
Cortes de custo
No mês passado, a ArcelorMittal anunciou mundialmente que planejava reduzir sua dívida líquida em aproximadamente US$ 10 bilhões até o fim do próximo ano e ainda que pretende cortar os gastos da companhia em cerca de US$ 5 bilhões, processo que deve durar cerca de cinco anos.
A companhia Arcelor Mittal revelou ainda planos para cortar despesas em US$ 1 bilhão por meio da eliminação de cerca de 9 mil empregos, o que representa 3% de sua força de trabalho global.
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Exportações crescem 20% na segunda semana do mês
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IG, 16/12
As exportações brasileiras na segunda semana de dezembro registraram um aumento de 19,7%, pela média diária, na comparação com a primeira semana do mês. No período, as vendas externas somaram US$ 3,576 bilhões, com média diária de US$ 715,2 milhões.
O resultado refletiu, principalmente, os embarques de produtos básicos (+37,8%), como petróleo, minério de ferro, soja em grão, milho em grão, fumo em folhas e minério de cobre. As exportações de manufaturados também cresceram no período 20,5%, com destaque para aviões, óleos combustíveis, aparelhos celulares, açúcar refinado, bombas e compressores. Em contrapartida, as vendas de semimanufaturados tiveram queda de 24% na segunda semana do mês, com retração das vendas de açúcar em bruto, couros e peles, semimanufaturados de ferro e aço, ferro fundido e alumínio em bruto.
As importações, por outro lado, somaram US$ 2,629 bilhões, com média diária de US$ 525,8 milhões, uma queda de 23,2% na comparação com a média importada na primeira semana do mês. De acordo com os dados divulgados hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, a queda nas importações foi resultado de uma retração nos gastos com combustíveis e lubrificantes, instrumentos de ótica e precisão, produtos plásticos, siderúrgicos, químicos orgânicos e inorgânicos, veículos automóveis e partes e aparelhos eletroeletrônicos.
Com o superávit de US$ 947 milhões na segunda semana de dezembro, a balança comercial acumula um saldo positivo no mês, até o dia 14, de US$ 512 milhões, com exportações de US$ 6,563 bilhões e importações de US$ 6,051 bilhões. Apesar do resultado da última semana, a média exportada no acumulado do mês ainda é 7,8% menor que o registrado em todo o mês de dezembro do ano passado, com redução dos embarques de produtos das três categorias: semimanufaturados (-24,8%); básicos (-6%); e manufaturados (-3,3%). Também na comparação com novembro, a média diária dos embarques no acumulado de dezembro está 11% abaixo, em função da retração nos embarques também das três categorias de produtos.
A média importada no mês, no entanto, está 14,3% superior ao desempenho médio diário de dezembro de 2007. De acordo com os dados do ministério, houve aumento nos desembarques de aeronaves e peças (+73,2%), produtos de borracha (+70,1%), siderúrgicos (+45,5%), farmacêuticos (+43,1%), produtos químicos orgânicos e inorgânicos (+31,3%), equipamentos mecânicos (+25,1%) e produtos plásticos (+21,6%). Na comparação com novembro, a média diária importada no acumulado de dezembro está 7,9% menor, com retração das compras de bens siderúrgicos, instrumentos de ótica e precisão, aparelhos e instrumentos eletroeletrônicos, produtos plásticos, veículos automóveis e partes e adubos e fertilizantes.
No ano, a balança acumula superávit de US$ 22,945 bilhões, resultado de exportações de US$ 190,688 bilhões menos importações de US$ 167,743 bilhões. Pela média diária, o saldo do ano é 38,8% menor que o registrado no mesmo período do ano passado.
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Cosipa e Fosfértil montam projeto inédito
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Cosipa e Fosfértil montam projeto inédito
Valor Econômico, 17/12 |
Ao embarcar até 40 mil toneladas de aço por navio, quando a dragagem do canal de Piaçaguera for concluída, a Cosipa economizará o equivalente a um navio em cada quatro usados. Atualmente, as embarcações estão limitadas a 30 mil toneladas devido ao assoreamento de mais de uma década.
Cosipa e Fosfértil, ambas com terminais portuários próprios, uniram-se para realizar a primeira dragagem com controle ambiental do país, ao custo de R$ 50 milhões. Região crítica sob o aspecto ambiental, exigiu duras compensações para a deposição dos sedimentos retirados do fundo das águas, mediante um projeto de quatro fases, uma delas concluída em agosto (junto aos berços de atracação), outra em andamento (trecho final do canal), a terceira a ser licenciada e a quarta, licenciada em novembro e não iniciada.
Segundo a Cosipa, a dragagem de manutenção é necessária para manter uma navegabilidade segura. A empresa diz que é preciso apenas recuperar as condições normais e seguras de navegabilidade, permitindo aos navios que operam com a capacidade máxima.
Mas o trabalho de aprofundamento no porto de Santos, no trecho mantido pela Codesp, vai criar um desnível. Enquanto o porto terá 15 metros de calado, o trecho da Cosipa e Fosfértil terá 12 metros. A região, ao pé da serra do Mar, recebe toneladas de matérias sólidas despejadas pelos rios dirigidos ao estuário, que ainda ficam sob os efeitos da correnteza das marés. Para o lado da siderúrgica, não haverá impacto. "No momento, a dragagem não trará impacto para o canal de Piaçaguera, já que nosso objetivo é recuperar o calado inicial de 12 metros", informou a empresa.
O engenheiro Sérgio Pompéia, especializado em questões ambientais portuárias e conhecedor do estuário de Santos, afirma que o "desnível deverá ser feito com suavidade. Se for de forma abrupta, poderá causar erosão; tem de ser feito um ajuste na área de contato (entre os dois níveis de dragagens)".
Segundo Paulino Vicente, diretor de infra-estrutura da Codesp, "de fato, haverá maior assoreamento na região, mas esse aumento de volume está previsto nos dois ciclos de dragagem de manutenção que vamos contratar; além disso, a manutenção não será iniciada apenas após o término do aprofundamento, será concomitante", diz. Com o aumento da calha e da largura do estuário para navegação, que em algum ponto chegará, na média, a 450 metros, o volume normal a ser dragado passará da média de 2,8 milhões de m3 por ano, para 3,8 milhões de m3. (JR)
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Unibanco traça perspectivas para siderúrgicas, esperando um 2009 "desafiador"
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Infomoney, 17/12
Em relatório divulgado nesta terça-feira (16), os analistas do Unibanco revelaram suas estimativas para o setor siderúrgico, quantificando o impacto que a piora no cenário econômico deverá causar no ano que vem. Entre as conclusões da equipe, o tom pouco otimista segue predominante, com as apostas de que 2009 será um ano "desafiador".
Após conversar com Cristiano Freire, presidente do INDA (Instituto Nacional dos Distribuidores de Aço), órgão que une representantes de quase 40% do mercado de aço brasileiro, o banco citou a opinião do dirigente, que defende a tese de ter havido uma "mudança no cenário" após 8 de outubro.
Previsões desanimadoras
Registrando crescimento de 20,7% em relação a 2007, o volume de vendas acumulado nos dez primeiros meses do ano passou a encolher a partir do outubro, quando caiu 15% face ao mostrado em setembro. Seguindo na base de comparação mensal, os desempenhos de novembro e dezembro também vieram ruins, com queda de 25% e 15%, respectivamente.
"Ao todo, Freire espera que o volume de vendas deverá crescer 18% em 2008, frente ao ano registrado no anterior", observou a equipe de Rogério Zarpao, que assina o relatório divulgado logo cedo. "Ele estima que no quarto trimestre as vendas deverão cair 21% em relação aos três meses anteriores e de 37% face ao mesmo período de 2007".
O comércio de estoques também deverá vir enfraquecido, podendo beirar uma média mensal de 147 mil toneladas nos três primeiros meses de 2009, número 48% abaixo do registrado de janeiro a outubro de 2008 e 30% inferior ao mostrado no primeiro trimestre do ano vigente.
Preços em queda
Consultando ainda o antigo diretor de exportações da Usiminas, Renato Vallerini, os analistas do Unibanco trilharam um horizonte pouco favorável para os preços do minério de ferro, acreditando que os contratos deverão ter queda de pelo menos 20% em 2009, enquanto o preço do carvão deverá cair de forma significativa posteriormente.
Começando o ano com baixa pressão de importações, a China deverá continuar apresentando diminuição na demanda doméstica, enquanto a Europa deverá responder prontamente a medidas de menor controle nos preços. "No caso dos emergentes, o posicionamento das importações deverão voltar no médio prazo", prevê Vallerini.
Recomendações
Acompanhando as perspectivas para o setor siderúrgico, a equipe de analistas não alterou suas recomendações para ações brasileiras, reiterando o driver de compra apenas para os ativos da Usiminas, que ficaram com preço-alvo de R$ 64 (USIM3) e R$ 77 (USIM5) para o final de 2009.
Os papéis da CSN (CSNA3) e Gerdau (GGBR4), incluindo suas respectivas ADRs (American Depositary Receipt), permaneceram com a recomendação de manutenção em carteira, como já mostrado em relatórios anteriores.
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